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   A música na adoração

 
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Deus criou o homem para adorá-Lo e ter comunhão com ele eternamente. Com o pecado, porém, o homem desviou-se completamente deste plano Divino (Romanos 1.21 a 23 “porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis”). No entanto, dentre está humanidade corrompida, Deus escolheu um povo com a finalidade de “celebrar o Seu louvor” (Isaias 43.7 e 21 “todo o que é chamado pelo meu nome, a quem criei para a minha glória, a quem formei e fiz"; ao povo que formei para mim mesmo a fim de que proclamasse o meu louvor").

Deus separou um povo que O louve, não somente na eternidade, mas também nesta vida. No Velho Testamento este povo era Israel e no Novo Testamento é a Igreja (Salmos 104.33 “Cantarei ao Senhor toda a minha vida; louvarei ao meu Deus enquanto eu viver”; Colossenses 3.16 “Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seus corações”).

A origem da música

Música é de origem celestial: Lucas 2.13 “De repente, uma grande multidão do exército celestial apareceu com o anjo, louvando a Deus”; Apocalipse 5.11 e 12 “Então olhei e ouvi a voz de muitos anjos, milhares de milhares e milhões de milhões. Eles rodeavam o trono, bem como os seres viventes e os anciãos, e cantavam em alta voz”; Jó 38.7 “enquanto as estrelas matutinas juntas cantavam e todos os anjos se regozijavam”).

No céu a música é executada pelas hostes celestiais e será também pelos redimidos:

Salmos 148.2 “Louvem-no todos os seus anjos, louvem-no todos os seus exércitos celestiais”.

Salmos 103.20a “Bendigam ao Senhor, vocês, seus anjos poderosos, que obedecem à sua palavra”.

Neemias 9.6 “Só tu és o Senhor. Fizeste os céus, e os mais altos céus, e tudo que neles há, a terra e tudo o que nela existe, os mares e tudo o que neles existe. Tu desta vida a todos os seres, e os exércitos dos céus te adoram”.

Apocalipse 7.9 a 12 “Depois disso olhei, e diante de mim estava uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, de pé, diante do trono e do Cordeiro, com vestes brancas e segurando palmas. E clamavam em alta voz: A salvação pertence ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro. Todos os anjos estavam de pé ao redor do trono, dos anciãos e dos quatro seres viventes. Eles se prostraram com o rosto em terra diante do trono e adoraram a Deus, dizendo: Amém! Louvor e glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força sejam ao nosso Deus para todo o sempre. Amém”.

Apocalipse 11.16 “Os vinte e quatro anciãos que estavam assentados em seus tronos diante de Deus prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus”.

Apocalipse 14.2 e 3 “Ouvi um som do céu como o de muitas águas e de um forte trovão. Era como o de harpistas tocando suas harpas. Eles cantavam um cântico novo diante do trono, dos quatro seres viventes e dos anciãos. Ninguém podia aprender o cântico, a não ser os cento e quarenta e quatro mil que haviam sido comprados da terra”.

Apocalipse 15.2 a 4 “Vi algo semelhante a um mar de vidro misturado com fogo, e, de pé, junto ao mar, os que tinham vencido a besta, a sua imagem e o número do seu nome. Eles seguravam harpas que lhes haviam sido dadas por Deus, e cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus todo-poderoso. Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações. Quem não te temerá, ó Senhor? Quem não glorificará o teu nome? Pois tu somente és santo. Todas as nações virão à tua presença e te adorarão, pois, os teus atos de justiça se tornaram manifestos".

Apocalipse 19.1 a 8 “Depois disso ouvi no céu algo semelhante à voz de uma grande multidão, que exclamava: Aleluia! A salvação, a glória e o poder pertencem ao nosso Deus, pois verdadeiros e justos são os seus juízos. Ele condenou a grande prostituta que corrompia a terra com a sua prostituição. Ele cobrou dela o sangue dos seus servos. E mais uma vez a multidão exclamou: Aleluia! A fumaça que dela vem, sobe para todo o sempre. Os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus, que estava assentado no trono, e exclamaram: Amém, Aleluia! Então veio do trono uma voz, conclamando: Louvem o nosso Deus, todos vocês, seus servos, vocês que o temem, tanto pequenos como grandes! Então ouvi algo semelhante ao som de uma grande multidão, como o estrondo de muitas águas e fortes trovões, que bradava: Aleluia! Pois reina o Senhor, o nosso Deus, o Todo-poderoso. Regozijemo-nos! Vamos nos alegrar e dar-lhe glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a sua noiva já se aprontou.
Foi-lhe dado para vestir-se linho fino, brilhante e puro. O linho fino são os atos justos dos santos”.

A música na história dos povos

Na esfera humana, a música vem dos primórdios da humanidade. Todas as raças culturas e religiões, desde suas origens, executam a música de uma forma ou de outra.

O vocábulo “música” vem de “musas”, que na mitologia grega eram nove irmãs, deusas da música, da poesia, das artes e ciências. O estudo dos povos da antiguidade nos mostra uma relação muito estreita entre a música e a religião. Desde as formas mais primitivas, até as formas mais elaboradas de culto, a música sempre foi usada como parte importante das cerimônias, utilizando para isso vozes individuais, coros, instrumento e danças. O povo que mais nos interessa é o Hebreu, cujo livro histórico, a Bíblia, está repleto de informações sobre como era feita a música, quem fazia quais os instrumentos usados e até mesmo quem os “inventou”. A presença da música é evidente e certa nas reuniões da sociedade, sejam elas simples ou pomposas, formais ou informais. Encontra-se em atividades políticas, sociais e eclesiásticas, etc. A presença da música no próprio ser. E a música na fala da pessoa (o tom de voz, o timbre, a modulação da voz, a cadência da fala, o volume de voz e suas inflexões, de acordo com a situação e o momento).

A música na Bíblia

Em toda a Bíblia existem 575 referências à música. O assunto requer sério estudo e meditação da nossa parte, uma vez que a música e o canto são parte da nossa vida cristã, tanto individual como coletiva.

O maior livro da Bíblia é um hinário, os Salmos. O livro dos Salmos era o hinário dos judeus. Salmos eram cantados pelo povo israelita nas cerimônias religiosas, realizadas no templo em Jerusalém. Isso destaca a importância e o espaço da música na Igreja.

Música no Velho Testamento

1 - O pai dos músicos: No primeiro livro do velho Testamento já encontramos referências à música:

Genesis 4.21 “O nome do irmão dele era Jubal, que foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta”. Jubal é o pai dos organistas e de todos os músicos. Era filho de Lameque, descendente de Caim, e foi inventor dos primeiros instrumentos musicais.

2 - O louvor e a adoração no deserto: O povo de Deus louvou ao Senhor durante os anos de peregrinação no deserto. Ao atravessar o mar Vermelho, os israelitas cantavam a vitória sobre os egípcios. Ao ver aquele livramento incrível, homens, mulheres e crianças maravilhadas, começaram a louvar o Todo Poderoso.

Em Êxodo 15:1, vemos Moises e todo o povo cantando: “Cantarei ao Senhor porque sumamente se exaltou, lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro”.

Miriã e as mulheres, todas dançando e batendo tambor, respondendo o coro do hino de Moises (Êxodo 15.21).

No final de suas peregrinações no deserto, antes de entregar o comando do povo de Deus a Josué, Moises cantou; e esse foi o seu último cântico. (Deuteronômio 32). Este cântico tem sido considerado como “a chave de toda a profecia, por se referir à origem de Israel como nação, à ingratidão e apostasia do povo, ao castigo que sofreu e finalmente, à dignidade restaurada a esse povo, graças à misericórdia do Senhor.

A música na adoração da igreja

A música cantada ou tocada nos cultos é uma manifestação do louvor, e não simplesmente para preencher um espaço ou alegrar a programação. Se assim fosse não poderiam ser usadas a expressões “louvor” e “adoração”, pois elas servem para expressar o nosso elogio e nosso culto ao Senhor. A música na igreja é também um serviço a Deus. Mas muito mais que um momento de culto, “Louvor e Adoração” devem ser um estilo de vida, que reflete um desejo de comunhão progressiva com Deus e nossa intenção de cultuá-lo, reconhecendo e exaltando Seu nome.

A música é apenas um talento ou habilidade dado por Deus para produzir artes que honram a Ele, e deve ser usado para tal, tendo ciência de que satanás tem pleno conhecimento do tremendo poder que a música e as artes exercem. Tudo isso quando glorificam a Deus é uma das armas mais poderosas conhecidas tanto no céu como na terra, e é por isso que o diabo faz questão de querer controlá-la.

Jesus está voltando para uma igreja santa que O honre e não para aquela que corre atrás daquilo que o mundo oferece através da música, ou seja, fama, dinheiro, reconhecimento próprio, etc.

Jesus deve ser centro de todo louvor e adoração, porque a base da idolatria é a autossatisfação.

Quando a nossa busca pelo Senhor se tornar mais intensa qualquer coisa que queira ocupar o primeiro lugar ou nosso tempo e mente, será totalmente desfeito e colocado em último plano.

Deixe o Espírito Santo controlar sua vida plenamente e te conduzir no louvor e adoração através da música, daí sim a unção fluirá sobre toda a igreja e ela será preparada para o retorno do Senhor.

Que Deus continue te abençoando poderosamente