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Há poder em nossas palavras

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1 - Provérbios 18.21 “A morte e a vida estão no poder da língua, o que bem a utiliza come do seu fruto”.

A língua é fogo. Tiago 3.6 "Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno”.

A boca do insensato é a sua própria destruição. Provérbios 18.7 “A boca do insensato (aquele que não tem bom senso) é a sua própria destruição, e os seus lábios, um laço para a sua alma”.

Pelas nossas palavras seremos justificados ou condenados. Mateus 12.37 “porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado”.

O Senhor abomina a língua mentirosa. Provérbios 6.16 a 19 “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos”.

2 - Todos nós temos problemas com a língua. Acontece que Deus quer fazer muitas coisas boas em nossas vidas, mas a língua está sempre tomando o lugar que deveria ser das bênçãos. Na verdade, ela atrapalha a unção que está sobre nós. Se fôssemos humildes o bastante para reconhecermos que somos ruins e orgulhosos, não seríamos tão rápidos em criticar e espalhar as críticas.

O difamador é aquele responsável por julgar e espalhar a crítica. Ele tem o poder de contaminar o espírito das pessoas, a ponto de fazer com que o ouvinte olhe de maneira diferente para aquele que está sendo difamado. Quando difamamos alguém, julgamos o comportamento e conduta de pessoas e espalhamos murmuração e críticas para a igreja, isso significa que estamos permitindo que o diabo use nossa boca.

O Senhor não quer seus filhos semeando contendas. Provérbios 6.14 e 15 “No seu coração há perversidade; todo o tempo maquina o mal; anda semeando contendas. Pelo que a sua destruição virá repentinamente; subitamente, será quebrantado, sem que haja cura”.

3 - Sempre teremos a oportunidade de encorajar pessoas, ajudá-las, fazê-las se sentir bem, fazer com que elas creiam um pouco mais, mas escolhemos desencorajá-las, destruí-las, motivando-as a desistirem, e quando estamos sendo agindo assim, devemos reconhecer, há algo errado com nossa língua. Precisamos de ajuda.

Não pode sair da nossa boca nenhuma palavra torpe. Efésios 4.29 “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem”.

Tudo começa porque ninguém quer se submeter, e isso faz parte de nossa natureza.

Mas se submeter faz parte do nosso chamado. Efésios 5.21 “Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo”.

Podemos incentivar edificar, levantar, transmitir vida. Podemos nos recusar a ser maldizentes, murmuradores, críticos e julgadores uns dos outros. Podemos nos recusar em fazer a vontade do diabo com nossa boca.

O diabo tenta de todas as formas nos fazer criticar, julgar, e difamar e realmente consegue. Mas não é porque ele nos força, é porque nós escolhemos fazer. A escolha sempre será nossa. Deus nos criou com livre arbítrio, com capacidade e liberdade de tomar nossas próprias decisões. Efésios 4.29 “Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem”.

A fofoca, a difamação, a maledicência e a falsidade têm uma raiz, e essa raiz é o julgamento, que por sua vez tem como raiz o orgulho. Quando falamos mal dos outros é porque pensamos ser melhores que eles. Mateus 7.3 a 5 “Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão”.

Difamação: “A pessoa que diz mentiras (difama) a respeito dos outros e tão perigosa quanto uma espada...”

Provérbios 25.16 “Se você encontrar mel, coma apenas o suficiente, para que não fique enjoado e vomite”.

Veja ainda: Levíticos 19.16 “Não espalhem calúnias entre o seu povo. "Não se levantem contra a vida do seu próximo. Eu sou o Senhor”; Provérbios 16.28 a 30 “O homem perverso provoca dissensão, e o que espalha boatos afasta bons amigos. O violento recruta o seu próximo e o leva por um caminho ruim. Quem pisca os olhos planeja o mal; quem franze os lábios já o vai praticar”.

O orgulho é a raiz do mau uso da nossa Língua.

 Anatomia diabólica do fofoqueiro

2 Timóteo 2.17 e 18 “Além disso a linguagem deles corrói como câncer entre os quais se incluem Himeneu e Fileto. Estes se desviaram da verdade, asseverando que a ressurreição já se realizou, e estão pervertendo a fé de alguns”.

Satanás usa a fofoca para que o pecado da rebeldia entre no coração dos crentes. Depois de consumado na mente, o crente começa a abrir a sua boca contra tudo e contra todos com maledicência, mentiras, enganações, manipulações e toda a sorte de maldades que são arquitetadas no inferno, ou seja, o crente transforma-se em boca do diabo.

Desta forma o espírito do anticristo coloca para crente as suas características para roubar o avanço, o crescimento individual de cada pessoa e da obra de Deus.

Características do fofoqueiro

Tem um olhar invejoso: Mas este olhar é para destruir com palavras malignas os talentos que Deus levanta na igreja.

Guarda a rebeldia dentro do seu coração: Ele alimenta a rebeldia e usa dela para destruir pessoas e a obra de Deus, portanto como diz claramente a bíblia é inimigo da cruz de Cristo

Usa de palavras doces para convencer e destruir: Em provérbios 18.8 está escrito: “As palavras do maldizente são doces bocados que descem para o mais interior do ventre”. Aparentemente a difamação as calunias e os crimes contra a honra que comete são bem camuflados, de forma sutil. Aparentemente, ele até passa uma capa de cordeiro, mas é bode travestido. É carnal e normalmente não conhece a carnalidade, pois não faz autocrítica. Aliás, é avesso a crítica ou constatação de que serve ao diabo e não a Deus.

Alimenta-se de mentiras: Não satisfeito com a verdade inventa mentiras para trazer uma maior destruição no meio do povo e da igreja. É surdo espiritual. Ouve o mundo, mas não ouve a verdade.

Suas palavras alimentam os deformados: Suas doces palavras alimentam aqueles que não têm maturidade na fé. Até conhece a Palavra de Deus, mas não a pratica. Conhece os mandamentos de Deus, mas, não os guarda.

Normalmente tem pecados ocultos: é um traço na vida do fofoqueiro. Ele normalmente tem pecados escondidos, quase sempre das mesmas características das suas acusações. Basta você olhar para a vida moral dos caluniadores.

São covardes: Sempre falam escondidos, camuflados, à espreita, fogem e usam a famosa expressão: Ouvi dizer, mas não sei quem é.

Não provam nada: São apenas instrumentos do diabo, razão pela qual Paulo orientou as igrejas de Corinto que devemos entregá-los a satanás.

As consequências da fofoca:

Traz mágoas, destrói lares, destrói corações. Traz contendas no corpo de Cristo. Traz divisões no Corpo de Cristo. Trazem inimizades, maledicências. Traz retrocesso e morte espiritual. E o anticristo age no meio das Igrejas levando muitos a cometer essa prática diabólica condenada no Antigo testamento e no Novo Testamento.

O poder da língua

Conta-se que certa vez um mercador grego ofereceu um banquete com comidas especiais e chamou seu escravo e ordenou-lhe que fosse comprar a melhor comida.

O escravo retornou com um belo prato e ao ver seu patrão assustado pergunta: Língua? Esse é o prato mais delicioso?

O escravo disse sim, língua é o prato mais delicioso.

Com língua pedimos água, dizemos mamãe, fazemos amigos, perdoamos, reunimos pessoas, oramos, cantamos, dizemos “eu te amo”.

O patrão não muito convencido e para testar a sabedoria do escravo, o mandou de volta ao mercado desta vez para trazer o pior alimento. O escravo voltou com um lindo prato, coberto por finos tecidos e o patrão ansioso retirou o pano para conhecer o pior alimento.

Língua outra vez? Disse espantado. Sim respondeu o escravo, com a língua condenamos, separamos pessoas, provocamos intrigas e ciúmes, blasfemamos, enganamos nosso irmão, xingamos pai e mãe, etc.

Não há nada pior que a língua, mas também não há nada melhor que a língua, depende do modo como a usamos.

Muitos males têm sido causados por uma só palavra ou frase proferida. Diz um ditado que “Falar é prata, mas calar é ouro”.

Palavras ferem, matam, magoam semeiam duvidas, fazem pecar, geram ódio, etc.

Uma palavra ou uma frase podem doer mais que a dor física, pois a dor física pode cessar com medicamentos, mas a dor provocada por uma palavra, muitas vezes nem o tempo apaga, e quando apaga, costuma deixar cicatrizes. O pecado da língua é tão sério que ocupa o capitulo 3 e parte do capítulo 4 da epístola de Tiago no Novo Testamento.

Jesus censurando os fariseus disse: Mateus 12.34b “a boca fala do que está cheio o coração”.

Sejamos vigilantes sobre o uso da língua, que possamos usá-la corretamente como a palavra de Deus nos ensina, pois também está escrito: Mateus 12.36 e 37 “Digo-vos isso que de toda palavra frívola que sair da boca dos homens (ser humano), dela darão conta no dia do juízo, porque pelas suas palavras serás salvo e pelas suas palavras serás condenado”.

Nossas palavras devem promover somente a paz.

Que Deus continue te abençoando poderosamente.